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Pode deixar na tomada: A lenda da bateria viciada

A bateria do seu smartphone não está viciada. Você que tem exigido demais dele. E quanto mais você exigir, menos tempo ele dura. Ou seja, os hábitos dos usuários acabam afetando diretamente no desgaste da bateria e, consequentemente, do aparelho.

“A primeira carga tem que ser de 24 horas”. Reconhece? Essa frase era comum ao se comprar um celular em meados dos anos 2000. Naquela época, os aparelhos eram concebidos com baterias menos resistentes, à base de níquel-cádmio, que possibilitava o “vício” do aparelho.

Atualmente, elas são formadas por íons de lítio, mas não é raro o usuário ter a impressão de que a carga dos aparelhos está durando menos, algo parecido com o que ocorria antigamente. Mas não é. “Na verdade não é a bateria que fica pior, o celular que tem sido usado cada vez mais. Os celulares passam o dia inteiro ligados com inúmeros aplicativos que exigem mais da bateria e, consequentemente, demandam mais recargas”, aponta o professor do departamento de Química da Universidade Federal de Pernambuco Flamarion Borges.

“O envelhecimento é natural nos aparelhos conforme o uso. Ele sai de fábrica com um número médio de ciclos de cargas e recargas que aguentarão. No caso dos smartphones atuais, a duração média da bateria é de dois a três anos”, complementa. Após esse tempo, não significa necessariamente que o smartphone simplesmente vai parar de funcionar, mas que sua performance já não é mais a inicial, ou seja, a bateria não terá capacidade de aguentar aplicativos funcionando corretamente e algumas funções do aparelho podem ficar deterioradas. “As baterias, de forma geral, são elementos químicos em reação constante, por isso tem um tempo de vida útil determinado e perderão qualidade”, afirma Gilmar Brito, professor do Núcleo de Inovação Tecnológica do IFPE.

Curiosidade

Em outubro de 2014, pesquisadores da Nanyang Technology University, em Singapura, criaram uma variação da bateria de íons de lítio que dura duas décadas. Além disso, com apenas dois minutos de carga, ela já recupera 70% de sua capacidade. No entanto, ainda não há previsão para a chegada no mercado.

Na prática, portanto, nos dias atuais, os smartphones têm enfrentado o desgaste natural acumulativo das baterias, associado ao uso contínuo de seus donos. A cada ciclo de recarga, uma quantidade de lítio presente na bateria passa a ser inutilizada. Dessa forma, o tempo de duração da bateria se torna menor. A próxima recarga inutilizará mais lítio, e a duração da carga também diminuirá.

Diário de Pernambuco

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