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AgroNegócios

Cooperativismo desponta como um multiplicador de conhecimento, educação e economia na região do Agreste Geração de negócios com a agricultura rural e familiar são alguns dos moldes desse importante ecossistema

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Julho é o dia em que se comemora o Dia Internacional do Cooperativismo, uma força empreendedora que tem transformado mais do que negócios e transformado vidas no mundo e no país. Pernambuco está no meio deste ecossistema com 180 cooperativas que congregam mais de 140 mil cooperados, segundo dados do Sescoop (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo), um universo que não só desenvolve negócios dentro de um processo coletivo como desenvolve ações em prol de diversas comunidades. E temos casos que comprovam a vitalidade desse movimento para mudança na vida promoção da educação, na consciência de vida e cidadania de crianças em situações de risco, alimentação saudável para as famílias e diversas experiências estado afora. “Conseguimos mostrar à população que é possível se alimentar bem sem gastar muito. Com isso nós reforçamos a importância da alimentação saudável com a segurança de produtos produzidos com qualidade, que contribuem para hábitos mais positivos”, destaca José Claudio da Silva, presidente da Cooates – Cooperativa Agrícola de Assistência Técnica e Serviços, que realiza um trabalho de boas práticas com a terra que gerem alimentos para a sociedade.

A partir de uma feira realizada todas as quintas-feiras em Barreiros, a Feira Agroecológica “Volta às Raizes”, a Cooates realiza um trabalho que tem diversos desmembramentos em que ensina todos a desenvolver hortas caseiras, com a distribuição de mudas a valores simbólicos de dez e quinze centavos, além de trabalhar a ideia de produção saudável com o conhecimento da origem desses alimentos. “. “Desenvolvemos um trabalho com diversas aplicações e benefícios diretos para a sociedade, integrando a comunidade à terra e ensinando a desenvolver uma horta natural mesmo em áreas urbanas. “Com isso, contribuímos para que as pessoas aprendam inclusive sobre alimentação saudável e livre de agrotóxicos”, comenta Claudio.

Educação também é uma máxima para melhoria da produção rural familiar em Camocim de São Felix através do trabalho da Cooperativa de Desenvolvimento da Agricultura Familiar do Estado de Pernambuco – Coopeafa, localizada em Camocim de São Felix, cerca de 1h e meia do Recife, que atuam de forma a minimizar os prejuízos proporcionados pelo excesso de pragas em 2016 e 2017, prestando assistência e melhorias para o cultivo e mostrando aos produtores rurais que é possível manter uma produção de qualidade e saudável para a população. “Desde que a cooperativa existe investimos em educação do trabalho de cultivo para que a produção suba em termos de lucro e trabalhamos na conscientização de que uma sociedade bem alimentada para o preço justo aos produtores. Acreditamos numa cultura agrícola sem agrotóxicos e, sabemos que se eles souberem todos os benefícios para eles próprios e para a sociedade, iremos multiplicar essa meta de tentar fazer o que é melhor para nossa sociedade”, destaca Ângela Nascimento, diretora administrativo-financeira da Coopeafa.

Um trabalho árduo de progresso da entidade que envolve atividades educacionais, incentivos aos cooperados, expansão de sua atuação e integração com a sociedade, visando a conscientização de produtos adequados para viver bem desde sua criação em 2011. Este processo contínuo de orientação com 309 cooperados ganhou reforços inclusive com parceria do IPA – Instituto Agronômico de Pernambuco. Hoje, a Coopeafa desenvolve treinamentos para o melhor preparo do solo, adubação correta, orientação sobre as culturas já plantadas e conscientização sobe a importância da proteção ao Meio Ambiente. Mas este é um trabalho de mão dupla, pois a cooperativa também tem a preocupação de levar a sociedade junto com o produtor rural para o campo para que ele entenda o processo, o peso desse cultivo e a diferença do produto que consome. “Acreditamos que um dia esse trabalho de conscientização abrangerá todo o estado de Pernambuco, pois ainda temos poucos cooperados hoje trabalhando com alimentos orgânicos. E isso é importante levando-se em consideração que estamos tratando de uma região totalmente agrícola”, reforça Nascimento.

Inclusão das famílias no processo é essencial neste caso e vem de diversas formas como mostra o projeto “Se Essa Rua Fosse Minha”, realizado pela Cooperativa de Ensino, Esporte e Arte de Feira Nova, que promove educação na forma de brincadeira de criança em áreas que não contam com muita assistência da sociedade. “As comunidades mais carentes e em situação de risco não tem muitas oportunidades ou atividades de lazer, e com essa proposta nós conseguimos trabalhar sua visão de pertencimento no mundo e transmitir conhecimento”, diz Clécia Cabral, presidente da Coopefen -Cooperativa de Ensino, Esporte e Arte de Feira Nova, também no Agreste, que vem atuando com o projeto desde 2016, em bairros mais afastados de Feira Nova, Agreste de Pernambuco, como São José da Cachoeira, Vila do Ouro e Vila do Queijo.

Trabalhando assim a educação e o desenvolvimento através da brincadeira, a iniciativa acredita construir o ser humano que a criançada será na vida adulta a partir dessas experiências lúdicas nas primeiras idades, proporcionando oportunidade para diversas crianças de 9 a 14 anos poderem praticar a infância e sair por alguns momentos de uma existência dura, cheia de obrigações de adultos e com responsabilidades que são mais pesadas do que os seus corpos podem aguentar. “Mostramos a importância de temas importantes e de impacto social no dia a dia como a sustentabilidade, para o público que no decorrer do processo vai descobrindo cada vez mais a importância de tudo que está ao seu redor. Sabemos com isso que causamos muitas transformações na vida dessas crianças e na sociedade em que habitam, mudanças tão significativas e grandes que nem temos como mensurar”, completa Clécia.

Por isso, o projeto “Se essa rua fosse minha” tem envolvido cada vez mais a participação e inclusão dos pais nos encontros, que são realizados em períodos estratégicos, de acordo com a situação das comunidades e da própria cooperativa. Em 2016, por exemplo, foram realizados encontros de três em três meses reunindo uma média de 150 crianças dessas comunidades. Ano passado, foram realizado dois encontros com a mesma média de menores, nessas mesmas áreas. Com apoio da Prefeitura, a Coopefen consegue espaço e material para a realização das atividades realizadas com o apoio dos onze cooperados que estão envolvidos diretamente nas ações da cooperativa, juntamente com os voluntários que defendem da comunidade. “Todos precisam estar engajados. Todos precisam estar unidos. E assim podemos realizar brincadeiras cooperativas que contribuem para melhoria do relacionamento com as comunidades. Brincadeira é algo lúdico e o lúdico faz com que as crianças se foquem mais e apreciem melhor o conteúdo como sustentabilidade, cooperativismos e outros que são repassado nas ações trabalhadas em rua”, enfatiza Cabral.

O lúdico também é o foco de outra importante iniciativa na região: oFestival da Música de Limoeiro, projeto desenvolvido pela Cooperativa de Educação 3º Milênio, em Limoeiro, que é há 18 anos um multiplicador de conhecimento e economia em diversas expressões. Mobilizando alunos, professores e coordenadores dos ensinos fundamental e médio para esta grande e importante agenda que integra o calendário da cidade, a iniciativa contribui para o processo mais gratificante de aprendizado, através das mais variadas formas artísticas (dança, canto, música, interpretação, entre outros). “Todos os anos a expectativa com o Festival é enorme e o entusiasmo dos alunos dos 7 aos 16 anos, que estão envolvido, e da população é grande. Este é um projeto que conta antes de tudo com doação de todos, que se envolvem em um árduo processo, durante mais de três meses. Um processo em que movimentamos crianças, adolescentes e profissionais para realizar o evento que trabalha uma abordagem sobre a história, a cultura de diversas povos e as desigualdades sociais. E é a melhor forma de multiplicar conhecimento e proporcionar movimentação em uma economia parada”, diz Luis Augusto Moura Amorim, presidente da cooperativa. Tudo isso vem sendo desenvolvido de olho em uma meta audaciosa, mas que tem se mostrado possível: mostrar que uma cooperativa de educação também pode transformação a realidade da sociedade.

E essa mudança não é só social como econômica, pois hoje as ações agregadas ao Festival de Música da Cooperativa de Educação 3º Milênio envolvem trabalhadores formais e informais durante 45 dias de produção em 26 cidades, movimentando cerca de R$ 200mil na economia e proporcionando um estímulo financeiro para uma região rica em talentos. São dançarinos, coreógrafos, marceneiros, costureiras, serralheiros, atores de teatro e diversos outros profissionais que estão agregados a este árduo e prazeroso processo para 650 alunos da escola 3º Milênio, interligada à cooperativa. “As apresentações realizadas na quadra de eventos da escola, onde funciona a cooperativa, recebe cerca de 3.500 pessoas durante o festival. Resultado de muito envolvimento dos alunos e dos professores, que pensam na temática, produzem tudo com os profissionais com a coordenação do novo corpo docente e se empenham nos ensaios realizados em horários programados no período letivo e em horários extra classe”, destaca Amorim, que lembra que as apresentações envolvem teatro, paródias, música e dança coreografada por profissionais e com canto, ensaiadas pelos alunos e julgadas por uma comissão avaliadora, nos mesmos moldes dos desfiles de escolas de samba do Rio de Janeiro: cenário, desenvoltura, interpretação, entre outros requisitos. 

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AgroNegócios

Projeto do governo de PE prevê a inserção de 50 novas queijarias no Agreste Meridional Um dos objetivos é fortalecer a cadeia produtiva de leite da região do Agreste Meridional, retirando pequenos produtores da informalidade

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O Agreste Meridional, formado por 29 municípios, tem na pecuária leiteira sua principal base econômica. É a região conhecida como Bacia Leiteira do Estado, responsável por mais de 70% da produção total de leite em Pernambuco. Para fortalecer ainda mais a cadeia produtiva e retirar os pequenos produtores da informalidade, a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), por meio de suas vinculadas Adagro e IPA, vai realizar um projeto em parceria com o Sebrae, ITEP e UFRPE/UAG para inserção de 50 novas queijarias no mercado pernambucano.

O projeto “Adequação das Pequenas Queijarias do Agreste Meridional” tem por objetivo promover a melhoria da gestão, adesão efetiva a novas tecnologias e o acesso a mercados através da adequação do processo produtivo às exigências legais para elevar a competitividade dos produtores de leite atendidos pelo projeto.

O lançamento das 50 queijarias no mercado pernambucano vai proporcionar o fortalecimento da cadeia produtiva e de valor do leite. O Sebrae irá prestar consultoria de adequação das pequenas empresas. O valor total do projeto, que tem prazo de vigência de fevereiro a dezembro de 2019, é de R$ 457 mil, e prevê uma contrapartida do Estado, que será discutida.

Segundo mapeamento da Adagro, Itep, IPA e UFRPE-UAG, atualmente mais de 50 produtores de queijo coalho trabalham na informalidade nas feiras livres da região ou na Região Metropolitana do Recife, correndo risco de terem seus produtos apreendidos. Em 2018, foram 15,3 toneladas de queijo coalho apreendidos no Estado, pela falta de registro e pelo transporte inadequado. Atualmente são 41 queijarias registradas na Adagro, além de 38 com licença de comercialização.

“O projeto terá um impacto bastante positivo, tanto do ponto de vista econômico quanto social, a partir da legalização desses pequenos produtores, garantindo a segurança alimentar da população, estimulando o surgimento de novos empreendimentos rurais do setor e gerando renda para o pequeno produtor”, avaliou o secretário de Desenvolvimento Agrário, Dilson Peixoto.

Estiveram presentes à reunião, pelo Sebrae, a diretora técnica Roberta Correia; a gerente da Unidade Agreste Meridional (UAM), Gerlane Melo; o gestor do Leite da UAM, Jefferson Fernandes; e a gestora do Agronegócio da UAM, Kedima Azevedo; o diretor presidente da Adagro, Paulo Roberto de Andrade Lima; o presidente do Sindicato dos Produtores de Leite de Pernambuco (Sinproleite), Saulo Malta; e o produtor de leite de vaca e queijo de coalho da marca Leite Nobre, Romildo Albuquerque Bezerra.

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Secretário de Desenvolvimento Agrário discute alternativas para a bacia leiteira no Agreste Meridional Após a visita a Águas Belas, a agenda do secretário incluiu uma visita à Feira do Leite de São Pedro do Cordeiro, no município de Pedra

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Obras hídricas e a compra de leite em pó pelas indústrias de laticínios foram as principais queixas ouvidas pelo secretário de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, Dilson Peixoto, durante visita ao Agreste Meridional, realizada no último sábado. Em encontro com os produtores da Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares do Vale do Ipanema (Coopanema), no assentamento Cristo Rei, em Águas Belas, Dilson recebeu um pedido de apoio para a viabilização da Usina de Leite da cooperativa, em construção, a instalação de dessalinizadores no município e apoio técnico para os produtores.

“Estamos em negociação com o Governo Federal para a liberação de R$ 30 milhões do Programa Água Doce, que prevê a aquisição de 170 dessalinizadores, dos quais 29 serão instalados em Águas Belas”, destacou o secretário. Sobre a usina, Dilson ressaltou a importância da fábrica para agregar valor à produção, que permitirá aos produtores deixar de vender lei in natura e passar a comercializar produtos processados. A Usina de Leite da Coopanema terá capacidade para beneficiar 10 mil litros de leite por dia, produzindo queijos, iogurtes e bebidas lácteas.

Ainda em Águas Belas, a programação incluiu visitas aos produtores Leandro Rodrigues da Rocha, assistido pela Coopanema, e José Cocermino de Freitas, fornecedor de um grande laticínio. Apesar de terem perfis e volumes de produção distintos, Leandro e José relataram as mesmas dificuldades enfrentadas com a seca: a concorrência desleal com o leite em pó e a conseqüente queda do preço do leite in natura. “O agricultor precisa ser assistido nesse momento difícil para que ele consiga reduzir os custos e agregar valor à produção. A principal missão que recebemos do governador Paulo Câmara foi dinamizar a agricultura familiar, a partir do apoio técnico e investimentos para melhorar a infraestrutura para os pequenos produtores”, enfatizou Dilson Peixoto.

FEIRA DO LEITE – Após a visita a Águas Belas, a agenda do secretário incluiu uma visita à Feira do Leite de São Pedro do Cordeiro, no município de Pedra, quando pode conversar um pouco mais com os produtores da região. A programação foi acompanhada pelos prefeitos de Águas Belas, José Aroldo; e de Pedra, Osório Filho; além do deputado estadual Claudiano Filho e do presidente do Sindicato dos Produtores de Leite de Pernambuco (Sinproleite), Saulo Malta.

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Produtores de queijo do estado levam pauta do setor pra novo Secretário de Agricultura “Essas indústrias chegam aqui, ganham incentivos fiscais, mas não compram o leite do produtor local, substituindo-o pelo leite em pó no composto das suas bebidas”

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O deputado estadual Claudiano Filho reuniu, hoje (17), produtores de leite e queijo na Secretaria de Agricultura do Estado. Na pauta, um diagnóstico da maior crise pela qual estão passando, onde tem produtor vendendo 1L de leite por R$0,70. “Os produtores pediram um espaço para conversar com o novo secretário e levar os entraves do setor” disse Claudiano. Segundo o deputado, pediram maior empenho da parte do governo na fiscalização das indústrias de lácteos beneficiadas pelo Prodepe. “Essas indústrias chegam aqui, ganham incentivos fiscais, mas não compram o leite do produtor local, substituindo-o pelo leite em pó no composto das suas bebidas”, reclama Saulo Malta, presidente do Sindicato dos Produtores de Leite de Pernambuco (Simproleite).

Apesar da crise, a categoria ainda está de pé graças a iniciativas de apoio como a aprovação pelo governo do Projeto de Lei do deputado Claudiano Filho que viabilizou a legalização das pequenas fábricas de queijo desburocratizando as normas e permitindo que elas entrassem no mercado. Outras iniciativas como a isenção de 100% do ICMS concedida pelo governador Paulo Câmara para o queijeiro que estiver com seu registro definitivo atualizado junto a Adagro e a assistência técnica desse órgão no processo de legalização das pequenas fábricas fizeram a diferença para a classe.

Estiveram presente na reunião com o secretário de agricultura, Dilson Peixoto, além do deputado, os presidentes da Adagro, Paulo Lima, o presidente da Associação dos Criadores de Pernambuco, Emanuel Rocha, o presidente do Simproleite, Saulo Malta e produtores de pelo menos doze municípios, entre eles Águas Belas, Itaíba, Pesqueira, Pedra e Venturosa.

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