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Avicultura

Com altas temperaturas, avicultores devem redobrar atenção O estresse térmico representa uma ameaça crescente para a produção avícula, as temperaturas reduzem o consumo de alimento e podem até a levar a morte das aves.

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O calor excessivo é um importante fator ambiental que além de prejudicar o bem-estar animal, também afeta a produtividade dos avicultores, visto que as altas temperaturas reduzem o consumo de alimento e podem até levar à morte das aves.

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Paulo Abreu, explica que o estresse devido ao calor se produz quando existem temperaturas ambientais acima da zona de termoneutralidade das aves e se intensifica na presença de alta umidade relativa e ausência de movimento do ar. “Fisiologicamente as aves respondem ao estresse calórico aumentando os mecanismos de dissipação de calor e diminuindo a produção de calor metabólico. Durante os períodos quentes o estresse térmico depende grandemente da ave. Isto é, idade e tamanho, estágio produtivo e das instalações.”

O Brasil está passando por um verão de temperaturas elevadas e com altas taxas de umidade, o que aumenta ainda mais a sensação de calor e abafamento. O especialista da empresa Cobb, Luís Januário, explica que para prevenir o estresse causado pelo calor nas aves, algumas medidas podem ser tomadas. “A prevenção disto vai desde o simples sombreamento por árvores ou telas polissombras, ventiladores internos, exaustores para a ventilação de pressão negativa, nebulizadores que, cada vez mais, possuem alta pressão,  placas de resfriamento adiabático evaporativo, passando por telhas, cortinas de forros, materiais isolantes, e, incluindo no pacote, estratégias nutricionais com substancias ou nutrientes que ajudem a ave a enfrentar o estresse térmico pelas altas temperaturas”, explica.

Outro fator que impacta no controle de temperatura dos aviários é a falta de energia elétrica, pois a avicultura é altamente dependente do fornecimento energético em quantidade e qualidade. Abreu explica que um gerador é essencial para esses casos. “Como medida preventiva na falta de energia elétrica, a granja deve possuir gerador de energia para manter os sistemas de climatização em funcionamento evitando a mortalidade das aves. Esses geradores devem garantir o pleno funcionamento dos equipamentos do aviário por pelo menos 1 hora até o restabelecimento da queda de energia. Como energia, os geradores, podem ser de óleo diesel ou estarem conectados à tomada de força do trator. Na falta de gerador, durante a queda de energia os avicultores devem adotar algumas medidas para amenizar o calor.”

Os avicultores devem estar sempre atentos as condições climáticas, para que possam agir antecipadamente, diz. Outra dica do pesquisador da Embrapa é com a alimentação e hidratação das aves. “Devem retirar a alimentação nos horários mais quentes e fornecer a alimentação no período mais fresco; fazer o flushing dos bebedouros para renovação da água; quando possível, adicionar gelo na caixa d’água.”

Investimento em bem-estar e produtividade

Novas tecnologias permitem reduzir o impacto das altas temperaturas proporcionando à ave condições ideais de conforto térmico. Januário conta que indústrias fornecedoras de equipamentos em conjunto com as entidades de pesquisas têm propostos soluções e equipamentos para controle da ventilação e resfriamento do ar cada vez mais eficientes e econômicos. “Isso tem permitido o desenvolvimento da avicultura brasileira mediante a redução do estresse calórico, proporcionando, dessa forma, melhoria dos índices de desempenho das aves”, completa.

Entre as novas tecnologias, o pesquisador cita o túnel de ventilação conjugado ao sistema de resfriamento evaporativo (“pad cooling” ou nebulização) como tendo uma boa aceitação no mercado brasileiro. “Com a adoção dessa tecnologia buscam-se aviários pouco influenciados pelas condições climáticas externas, o que condiciona ao emprego de materiais com bom isolamento térmico como o poliuretano, poliestireno, fibra de vidro, isopor entre outros.”, explica.

Outras tecnologias citadas pelo pesquisador são os aplicativos para smartphones ou tablets, que monitoram o ambiente e aves e emitem sinais de alerta para temperaturas altas com antecedência. “Com a implantação de aviários cada vez mais independentes da temperatura externa, a automação se faz necessária para que o controle interno das características físicas ambientais seja mais preciso, oferecendo uma zona de conforto térmico, ideal para as aves.”

Para o especialista da Cobb, as decisões mais importantes num projeto ou adequação de granjas passam pela orientação Leste-Oeste do aviário, pelo tipo de telhado, onde a preferência é sempre para superfícies de maior resistência à radiação solar. “Um exemplo disto são as telhas de fibrocimento, porque não são bons isolantes quanto as telhas de aço galvanizado com alumínio, que são menos isolantes que telhas termoacusticas, que são menos isolantes que o conjunto de forro interno com algum tipo de material isolante como lã de vidro, lã de rocha, celulose, que são muito utilizados nos países do hemisfério norte e tem se difundido em outras partes do mundo.”

Em relação aos custos, Januário afirma que quanto melhor o isolamento e a resistência do telhado à radiação solar, menos gasto de energia de resfriamento e ventilação no aviário, e menor gasto de combustível e energia de aquecimento aos pintinhos no período de pinheiro. “O custo de aquisição das melhores estruturas de isolamento, claro, requerem maior valor de orçamento. É importante lembrar que é preciso sempre fazer as contas de retorno de capital investido. Muitas vezes, pela escassez e custo de energia, a maneira mais efetiva de contribuir com alta tecnologia e eficiência,  é isolar os galpões com melhores superfícies e estruturas que ajudem as economizar na manutenção das condições ideias internas de ambiência as aves.” Finaliza.

Bem-estar animal

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AgroNegócios

Granjas A. Costa, Vilela e São Luís são as campeãs em São Bento do Una (PE) Campeãs em ovos brancos, ovos vermelhos e ovos de codorna, respectivamente, as três empresas são os destaques do 1º. Concurso de Qualidade de Ovos do Nordeste.

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A Granja A. Costa é a campeã em ovos brancos no 1º. Concurso de Qualidade de Ovos do Nordeste. O evento, realizado no dia 1º. de agosto, durante a IV Feira da Avicultura do Nordeste, a Aviuna, em São Bento do Una, também destacou a Granja Vilela como a campeã em ovos vermelhos. Em ovos de codorna, a campeã é a Granja São Luiz.

As três campeãs e as outras 11 granjas classificadas no concurso de São Bento do Una, no agreste pernambucano, receberam as medalhas de premiação no dia 2 de agosto, último dia da Aviuna. Os avicultores presentes na cerimônia de entrega das medalhas mostraram-se muito satisfeitos com os resultados obtidos durante essa primeira edição do concurso. O avicultor Fernando Vilela, da Granja Vilela, campeão em ovos vermelhos, ressaltou a importância de serem todos vencedores na árdua tarefa de produzir ovos em condições adversas, como a falta de água no agreste de Pernambuco. Disse ele, ao comemorar o feito, que ninguém é perdedor. “E se enxergarmos tudo isso, veremos que somos todos guerreiros. Produzir em São Bento do Una é um desafio. Somos todos parceiros. Esse prêmio é de todos nós, avicultores.”

Gabriel Galvão, da Granja São Luís, que ficou em segundo lugar em ovos brancos e primeiro lugar em ovos de codorna, destacou que o importante é todos estarem unidos enquanto produtores. “Não tem primeiro ou segundo lugar; não somos concorrentes e sim, produtores unidos”, considerou, dentro do mesmo clima de companheirismo já comentado pelo avicultor Fernando Vilela.

O vice-presidente da Avipe, Edival Veras, ressaltou que o município está de parabéns, e especialmente com os bons resultados do primeiro concurso de qualidade de ovos, a expectativa é que, a cada ano, a produtividade seja ainda melhor. “Se mantivermos o que fizemos este ano já está muito bom!”, disse ele, otimista e satisfeito com os resultados obtidos pelos produtores em termos de qualidade.

Para a prefeita Daniela Almeida, que, ao lado da Avipe, a Associação Avícola de Pernambuco, são os organizadores da IV Aviuna, o 1º. Concurso de Qualidade de Ovos do Nordeste foi um sucesso, resultado da união de todos e da busca do segmento por mais qualidade na produção de ovos da região, uma das mais produtivas do país.

Esse é o primeiro concurso de qualidade de ovos realizado no Nordeste, em parceria firmada entre os organizadores da Aviuna – Prefeitura de São Bento do Una e Associação Avícola de Pernambuco -, com o apoio da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Unidade Acadêmica de Garanhuns (UAG), sob a coordenação do professor Danilo Cavalcante, que é zootecnista e coordenador do Grupo de Estudos em Avicultura da UFRPE.

Leia matéria sobre o concurso nordestino na matéria São Bento do Una realiza hoje seu primeiro concurso de qualidade de ovos

Confira as granjas classificadas e as respectivas linhagens e nutrição de cada premiado.

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Avicultura

4ª edição da Feira de Avicultura do Nordeste Começa nesta quarta (31) em São Bento do Una A feira faz parte da programação da 22ª Corrida da Galinha, que acontece entre os dias 2 a 4 de agosto.

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Será realizada a quarta edição da Feira de Avicultura do Nordeste em São Bento do Una, no Agreste de Pernambuco. O evento, vai acontecer no parque de exposições Eládio Porfírio de Macedo nos dias 31 de julho, 1 e 2 de agosto e vai contar com mais de 70 expositores de várias partes do Brasil.

O município é o maior produtor de Aves e Ovos do Norte/Nordeste Brasileiro, sendo o 5º maior produtor de Ovos Nacional. São mais de 6 milhões de ovos por dia e, mais de 200 toneladas de frangos por semana. É este município que faz com que o estado de Pernambuco esteja na 4ª colocação no ranking nacional na produção de ovos, perdendo apenas para os estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.

Em sua quarta edição, o evento aposta numa planta com 103 stands, setor de palestras para 150 pessoas, ambiente para funcionar 03 restaurantes, dentro de uma área de 2.628 m², com muito network, manutenção e geração de novos negócios.

Várias palestras com estudiosos da agricultura, avicultura, energia renovável (energia solar), saúde animal e fiscalização agropecuária para movimentar a produção do segmento no Nordeste.

A expectativa é de casa cheia durante os 3 dias de realização da feira. Avicultores e interessados pelo setor de outros estados já confirmaram presença. Uma prova disso, é a rede hoteleira da região que já está com 98% de seus leitos já reservados.

O evento tem a realização da Prefeitura de São Bento do Una-PE, através da Secretaria de Planejamento e Gestão, em parceria com a AVIPE – Associação Avícola de Pernambuco. O evento também conta com o apoio das Granjas Almeida e Ipojuca, SEBRAE e TV Asa Branca.

Em sua última edição, segundo pesquisa realizada pelo SEBRAE, houve uma movimentação de mais de 50 milhões de reais em negócios fechados durante os três de realização do evento.

Empresas como a Nutrivil (nutrição), Dekalb (linhagem de galinhas) e Hisex (linhagem de galinhas), como também a Associação Avícola de Pernambuco, já estão com os stands sendo montados para receber clientes e amigos.

Nesta edição o simpósio conta com a realização da Prefeitura de São Bento do Una,AVIPEEPE Produtos Agropecuários e da USIVET.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO!

 Conheça o Site: Avicultura do Nordeste – https://aviculturadonordeste.com.br/

A feira faz parte da programação da 21ª Corrida da Galinha, que vai acontecer entre os dias 1º a 5 de agosto. Além da corrida, uma paródia da Fórmula 1, o evento conta com polos de artesanato, gastronomia, atividades culturais e shows. Entre as atrações estão Xand Avião, Gabriel Diniz e Banda Asas da América.

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AgroNegócios

IV Feira de Avicultura do Nordeste movimentará a economia de São Bento do Una-PE .A Aviuna acontecerá de 31 de julho a 02 de agosto durante a 22ª Corrida da Galinha. Confira a programação.

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A prefeitura de São Bento do Una, no Agreste de Pernambuco, em parceria com a AVIPE, realizará a 4ª edição da Feira da Avicultura do Nordeste (Aviuna), evento que acontece durante a 22ª Corrida da Galinha, movimentando a economia do município. O evento além de movimentar o setor produtivo/econômico do ramo avícola de todo o Nordeste, também movimenta o turismo de negócios.

São Bento do Una é o maior produtor de ovos das regiões Norte e Nordeste, ocupando o 5ª colocação no Brasil. O município possui 59 produtores de pequeno, médio e grande porte, que geram 13 mil empregos diretos e indiretos, o município produz mais de 200 toneladas de frangos por semana e 10 milhões de ovos por dia.

Durante a feira acontecerá palestras, simpósios, capacitações, exposições, atividades culturais, competições, shows, lá é uma grande oportunidade de negócios e de troca de conhecimentos, resultando em potencializar cada vez mais a avicultura e a agroindústria e o agronegócio.

A estrutura será montada no parque de exposições Eládio Porfírio de Macedo, onde será montado mais de 70 stands com espaço para palestras e lanchonetes.

A Feira acontece no período de 31 de julho a 02 de agosto

PROGRAMAÇÃO

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