Connect with us
http://jardimdoagreste.com.br/wp-content/uploads/2018/07/728x140.png

Avicultura

Relatório da OIE mostra mudança global no uso de antibióticos em animais Terceira edição do relatório da organização mostra que o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento caiu de 60 para 45 países.

Published

on

Os números publicados em um novo relatório que acaba de ser divulgado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) mostram uma evolução positiva em todo o mundo na regulação e monitoramento do uso de antimicrobianos em animais. O relatório visa fortalecer a capacidade de todos os países de coletar dados críticos sobre o uso de antimicrobianos em animais.

A OIE desenvolveu um sistema voluntário de coleta de dados do qual todos os países podem participar, informa a imprensa especializada na Europa. As conclusões do relatório, apresentado no dia 14 de fevereiro, mostram os resultados globais do terceiro recolhimento anual de dados e fornecem uma análise global e regional entre os anos de 2015 e 2017. No total, um recorde de 155 países participou, mostrando maior compreensão e priorização para essa questão em escala internacional.

“O banco de dados da OIE é uma importante iniciativa que desenvolve a capacidade de vigilância sobre o uso de antimicrobianos em animais em nível nacional e global”, disse Monique Eloit, diretora geral da OIE. “A OIE visa ajudar os países, independentemente dos seus recursos financeiros, a garantir que os antibióticos e outros medicamentos veterinários importantes sejam utilizados de forma prudente e responsável. Uma das principais recomendações da OIE é que os países suspendam progressivamente o uso como promotores de crescimento dos agentes antimicrobianos considerados de importância crítica.”

De fato, o relatório mostra que o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento caiu de 60 para 45 países desde a última coleta de dados. No entanto, os principais antimicrobianos, classificados pela OMS como antimicrobianos de importância crítica, como a colistina, continuam sendo usados ​​com frequência em várias regiões para esse fim. Devido a essa prática, muitos dos medicamentos considerados eficazes estão em perigo, tanto para animais como para pessoas.

O desenvolvimento de uma estrutura regulatória sólida é um componente-chave para proteger os agentes antimicrobianos, garantindo seu uso responsável e prudente na saúde e na produção animal. É também um poderoso instrumento para eliminar seu uso como promotores de crescimento, embora se reconheça que abordagens voluntárias podem ser eficazes em certos países.

O relatório mostra, ainda, uma evolução positiva em 72 países que não têm um quadro regulamentar sobre o uso de promotores de crescimento, o que representa uma diminuição em relação ao primeiro relatório e indica que faltam 110 países. Essa diminuição sugere um progresso considerável na implementação de regulamentos sobre o uso de agentes antimicrobianos.

“Enquanto muitos países já tomaram medidas-chave, tais como o estabelecimento de vigilância e regulamentação do uso de antimicrobianos na saúde humana e animal, ainda temos um longo caminho a percorrer”, diz Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da Organização Mundial de Saúde. “Trabalhar em conjunto é a única maneira de evitar o enorme custo humano, social, econômico e ambiental da resistência antimicrobiana”, aponta.

Para muitos países, o processo de estabelecer sistemas de coleta de dados em nível nacional é tão importante quanto os dados em si, além disso, mostra sua vontade de cooperar. Graças ao processo de coleta de dados em nível nacional, foi possível entender e identificar várias barreiras para a coleta de dados de qualidade, como a inadequada estrutura e aplicação de marcos regulatórios para o uso de antimicrobianos; a ausência de ferramentas e recursos humanos adequados para facilitar a coleta e análise de dados; e a falta de coordenação e colaboração entre as autoridades nacionais e o setor privado.

É encorajador o fato de que, a cada ano, mais países fornecem não apenas dados qualitativos, mas também quantitativos, como as quantidades de agentes antimicrobianos usados.

Esta publicação finalizada do terceiro relatório do OIE registra um aumento de 32% nos dados quantitativos desde o início da coleta de dados. A participação de todos os setores envolvidos na luta contra a resistência antimicrobiana, tanto aos reguladores, veterinários, agricultores, empresas e à indústria de alimentos, é fundamental.

“Os antimicrobianos são importantes para proteger a saúde das pessoas e animais, bem como os meios de subsistência e segurança e segurança alimentar, mas esses medicamentos devem ser usados de forma responsável”, disse José Graziano da Silva, diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação. “Encorajamos os países a se envolverem com todos os setores envolvidos na promoção do uso prudente e responsável desses medicamentos fundamentais, inclusive nos setores agrícolas.”

Apesar das melhorias observadas, a comunidade internacional deve manter o objetivo de fortalecer a capacidade das autoridades competentes dos países para regular o uso de antimicrobianos em animais a nível nacional, indica o relatório. “Nós reconhecemos que houve um progresso significativo para assegurar o uso prudente de agentes antimicrobianos em animais nos últimos anos, mas ainda há muito a ser feito”, declarou Sally Davies, chief medical officer da Inglaterra, co-coordenador do Grupo da IACG das Nações Unidas em Resistências Antimicrobianas. “Com um número maior de países relatando dados quantitativos em comparação com os dois primeiros relatórios, este anuário fornece um excelente recurso para os tomadores de decisão utilizarem para identificar onde as ações precisam ser tomadas e apoiar a resposta geral às resistências antimicrobianas”, finalizou.

Avicultura.com

Comments

comments

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Avicultura

Agralison Victor apresenta projeto para que São Bento do Una se torne Capital do Ovo O deputado estadual apresentou o projeto na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE) para ser votado e assim conceder o título ao maior produtor do Norte e Nordeste

Published

on

O deputado estadual Aglaison Victor (PSB) apresentou na última segunda-feira (11) o projeto de resolução para que o município de São Bento do Una, no Agreste de Pernambuco, se torne capital do ovo.

O município é o maior produtor do setor de avicultura na produção de ovo do Norte e Nordeste, colocando o estado de Pernambuco como o 4ª maior produtor no Brasil.

O título se aprovado será um grande reconhecimento a todos avicultores e produtores da cidade que mesmo enfrentando uma grande seca, mantem o volume de produção.

TV SBUNA

Comments

comments

Continue Reading

Avicultura

3 mil galinhas se juntam para matar raposa invasora na França As aves teriam sido responsáveis pela morte de uma raposa jovem em uma fazenda no noroeste da França.

Published

on

Galinhas de uma fazenda-escola no noroeste da França são suspeitas de terem se juntado para matar uma raposa jovem que entrou no local.

O incidente inusitado ocorreu na região francesa da Bretanha. A raposa entrou num galpão onde viviam cerca de 3 mil galinhas, através de uma portinhola automática, que se fechou logo depois de sua passagem.

“As galinhas agiram levadas por um instinto de manada, e atacaram a raposa com bicadas”, diz Pascal Daniel, diretor da escola agrícola Gros-Chêne.

O corpo da pequena raposa foi encontrado no dia seguinte, num canto do galpão.

“Tinha marcas de bicos por toda parte, do pescoço para baixo”, disse Daniel à agência francesa de notícias AFP.

A fazenda abriga cerca de seis mil galinhas criadas soltas. Elas ocupam um espaço de pouco mais de dois hectares de terra.

O galpão onde elas vivem permanece aberto no período diurno, e a maioria das galinhas passa o dia do lado de fora, segundo a AFP.

G1

CURTA NOSSA PÁGINA CLICANDO NA IMAGEM A BAIXO…

Comments

comments

Continue Reading

Avicultura

Falta de energia mata mais de 50 mil frangos e prejuízo passa de R$ 300 mil no ES. No interior das granjas, há dezenas de ventiladores, que funcionam com eletricidade e nenhum morador havia sido comunicado sobre a interrupção.

Published

on

Foram pouco mais de quatro horas de interrupção no fornecimento de energia na região da Cascata do Galo, em Domingos Martins – ES, mas o suficiente para causar a morte de mais de 40 mil frangos, conforme lamenta o avicultor Silvestre Santana, 37 anos.

No interior das granjas, segundo o granjeiro Silvestre, há dezenas de ventiladores, que funcionam com eletricidade. Segundo ele, a energia foi suspensa por volta de 10 horas deste sábado (09), e nenhum morador havia sido comunicado sobre a interrupção.

Ao meio dia deste sábado, segundo Silvestre, os eletricistas da empresa fornecedora de energia elétrica continuavam com as reparações do sistema de fornecimento elétrico em parte de Domingos Martins, enquanto o quantitativo de frangos mortos aumentava a cada momento.

Frango morto 02

“Em uma das granjas, que alojava 32 mil frangos, apenas cerca de dois mil conseguiram sobreviver. Ao todo, calculo que morreram aproximadamente 50 mil frangos, causando um prejuízo de uns R$ 300 mil. Juntamente com a empresa a qual sou parceiro na criação, vamos acionar a justiça para buscar o ressarcimento do nosso prejuízo”, adiantou o avicultor.

Diversos caminhões cheios de frangos mortos deixarão de ser vendidos e serão descartados, segundo o granjeiro. Ele ressalta ainda que os colegas de trabalho da mesma região estavam desesperados e tentavam de todas as formas improvisarem a queda de temperatura para evitar a morte das aves.

No interior dos galpões, segundo o granjeiro, a temperatura superou os 40 graus e isso torna impossível para os frangos se manterem vivos devido ao aumento da produçao de amônia, disse o produtor.

Segundo Silvestre, os frangos que morreram seriam comercializados na próxima terça-feira. “Estou aguardando a chegada de uma veterinária e vamos abrir buracos e enterrar essas aves mortas. É uma cena lamentável e um descaso da EDP. Se tivéssemos sido informados, teríamos providenciado geradores de energia para o período que ficamos sem o fornecimento elétrico. Serão pelo menos dois dias de trabalho para o descarte das aves mortas”, lamentou.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a EDP informou que “falha na rede que abastece pontos de Domingos Martins interrompeu a energia para parte dos clientes da região. Equipes trabalharam para restabelecer o sistema, que foi normalizado de forma gradativa. Às 14h14, todo o serviço foi restabelecido”.

Montanhas Capixabas

Comments

comments

Continue Reading

Trending

Copyright © 2019 Jrardim do Agreste