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Avicultura

Relatório da OIE mostra mudança global no uso de antibióticos em animais Terceira edição do relatório da organização mostra que o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento caiu de 60 para 45 países.

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Os números publicados em um novo relatório que acaba de ser divulgado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) mostram uma evolução positiva em todo o mundo na regulação e monitoramento do uso de antimicrobianos em animais. O relatório visa fortalecer a capacidade de todos os países de coletar dados críticos sobre o uso de antimicrobianos em animais.

A OIE desenvolveu um sistema voluntário de coleta de dados do qual todos os países podem participar, informa a imprensa especializada na Europa. As conclusões do relatório, apresentado no dia 14 de fevereiro, mostram os resultados globais do terceiro recolhimento anual de dados e fornecem uma análise global e regional entre os anos de 2015 e 2017. No total, um recorde de 155 países participou, mostrando maior compreensão e priorização para essa questão em escala internacional.

“O banco de dados da OIE é uma importante iniciativa que desenvolve a capacidade de vigilância sobre o uso de antimicrobianos em animais em nível nacional e global”, disse Monique Eloit, diretora geral da OIE. “A OIE visa ajudar os países, independentemente dos seus recursos financeiros, a garantir que os antibióticos e outros medicamentos veterinários importantes sejam utilizados de forma prudente e responsável. Uma das principais recomendações da OIE é que os países suspendam progressivamente o uso como promotores de crescimento dos agentes antimicrobianos considerados de importância crítica.”

De fato, o relatório mostra que o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento caiu de 60 para 45 países desde a última coleta de dados. No entanto, os principais antimicrobianos, classificados pela OMS como antimicrobianos de importância crítica, como a colistina, continuam sendo usados ​​com frequência em várias regiões para esse fim. Devido a essa prática, muitos dos medicamentos considerados eficazes estão em perigo, tanto para animais como para pessoas.

O desenvolvimento de uma estrutura regulatória sólida é um componente-chave para proteger os agentes antimicrobianos, garantindo seu uso responsável e prudente na saúde e na produção animal. É também um poderoso instrumento para eliminar seu uso como promotores de crescimento, embora se reconheça que abordagens voluntárias podem ser eficazes em certos países.

O relatório mostra, ainda, uma evolução positiva em 72 países que não têm um quadro regulamentar sobre o uso de promotores de crescimento, o que representa uma diminuição em relação ao primeiro relatório e indica que faltam 110 países. Essa diminuição sugere um progresso considerável na implementação de regulamentos sobre o uso de agentes antimicrobianos.

“Enquanto muitos países já tomaram medidas-chave, tais como o estabelecimento de vigilância e regulamentação do uso de antimicrobianos na saúde humana e animal, ainda temos um longo caminho a percorrer”, diz Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor geral da Organização Mundial de Saúde. “Trabalhar em conjunto é a única maneira de evitar o enorme custo humano, social, econômico e ambiental da resistência antimicrobiana”, aponta.

Para muitos países, o processo de estabelecer sistemas de coleta de dados em nível nacional é tão importante quanto os dados em si, além disso, mostra sua vontade de cooperar. Graças ao processo de coleta de dados em nível nacional, foi possível entender e identificar várias barreiras para a coleta de dados de qualidade, como a inadequada estrutura e aplicação de marcos regulatórios para o uso de antimicrobianos; a ausência de ferramentas e recursos humanos adequados para facilitar a coleta e análise de dados; e a falta de coordenação e colaboração entre as autoridades nacionais e o setor privado.

É encorajador o fato de que, a cada ano, mais países fornecem não apenas dados qualitativos, mas também quantitativos, como as quantidades de agentes antimicrobianos usados.

Esta publicação finalizada do terceiro relatório do OIE registra um aumento de 32% nos dados quantitativos desde o início da coleta de dados. A participação de todos os setores envolvidos na luta contra a resistência antimicrobiana, tanto aos reguladores, veterinários, agricultores, empresas e à indústria de alimentos, é fundamental.

“Os antimicrobianos são importantes para proteger a saúde das pessoas e animais, bem como os meios de subsistência e segurança e segurança alimentar, mas esses medicamentos devem ser usados de forma responsável”, disse José Graziano da Silva, diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação. “Encorajamos os países a se envolverem com todos os setores envolvidos na promoção do uso prudente e responsável desses medicamentos fundamentais, inclusive nos setores agrícolas.”

Apesar das melhorias observadas, a comunidade internacional deve manter o objetivo de fortalecer a capacidade das autoridades competentes dos países para regular o uso de antimicrobianos em animais a nível nacional, indica o relatório. “Nós reconhecemos que houve um progresso significativo para assegurar o uso prudente de agentes antimicrobianos em animais nos últimos anos, mas ainda há muito a ser feito”, declarou Sally Davies, chief medical officer da Inglaterra, co-coordenador do Grupo da IACG das Nações Unidas em Resistências Antimicrobianas. “Com um número maior de países relatando dados quantitativos em comparação com os dois primeiros relatórios, este anuário fornece um excelente recurso para os tomadores de decisão utilizarem para identificar onde as ações precisam ser tomadas e apoiar a resposta geral às resistências antimicrobianas”, finalizou.

Avicultura.com

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Os desafios tecnológicos da avicultura de postura em Pernambuco A produção de ovos em Pernambuco (214.930 mil dúzias) correspondeu a 30% da produção das regiões Nordeste e Norte

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Estatísticas do IBGE indicam que os quatro estados (na ordem: SP, ES, MG e PE) com maior produção de ovos para consumo produzem 61,6% do total nacional.

Fundamentado no relatório da ABPA (2018) em termos de alojamento de pintainhas, em 2017, Pernambuco teve uma participação de 7,03% do total alojado no país. Este cenário coloca o estado em quarto no ranking nacional e primeiro no ranking do Nordeste. Os quatro estados que mais alojaram (SP, MG, ES e PE) totalizaram 60,5% dos alojamentos para postura.

Segundo a estimativa da AVIPE (Associação Avícola de Pernambuco) a produção estadual de ovos em 2018 foi de 10 milhões de unidades ao dia o que seria o equivalente a um ovo ao dia por pernambucano, bem acima da média nacional.

Imagem: Recorte/Matéria Tv Asa Branca

https://aviculturadonordeste.com.br/ Imagem: A Hora do Ovo – Elenita Monteiro

Veja a íntegra do artigo de Jorge Vitor Ludke – Agrônomo, Pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, colaborador NTPA – Núcleo Temático Produção de Aves, Jorge Luiz Araújo da Silva – Médico Veterinário, consultor em Agronegócio, Doutor em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela UFPE, Maria do Carmo Mohaupt Marques Ludke – Zootecnista, Professora de Nutrição de Não Ruminante do Departamento de Zootecnia da UFRPE e Jungi Iwata – Administrador de Empresas, Empresário, Granja Iwata, INPROVOS Ltda – Indústria Processadora de Ovos de Pernambuco (Aska Alimentos) na edição de Maio da Revista do Ovo.

 

Acesse o leitor digital, gratuitamente:https://issuu.com/mundoagroeditora/docs/edicao_53

Fonte: Revista do Ovo | Autor: Redação
Campinas, SP, 13/05/2019 | 09:26

 

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Avicultura do futuro, qual o caminho? Especialista aborda os desafios e oportunidades para o setor avícola

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As aves são, em disparado, importantes fontes para produção de proteína de alta qualidade, e têm grande relevância na agroindústria mundial, dada sua eficiência alimentar, taxa de crescimento diário e índice de rendimento de carcaça no abatedouro.

Segundo dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) até 2024 é esperado um crescimento de 22% no consumo de carne de frango, ao passo que a participação do Brasil nesse mercado aumentará para 31%.

Esse aumento será necessário devido a projeção de incremento da população mundial. A ONU (Organização das Nações Unidas), estima que até 2024 seremos mais de 8 bilhões de pessoas. Mas, a ampliação do consumo não tem um fator único, a Organização também considera a maior renda da população, principalmente em países em desenvolvimento, fazendo com que as pessoas busquem alternativas melhores para a alimentação.

“É possível afirmar que a demanda por frango continuará crescendo, tendo em vista sua qualidade, seu preço e também por se tratar de uma carne que não tem qualquer restrição de consumo, seja cultural ou religioso”, diz o Líder Nacional de Avicultura da Cargill Nutrição Animal – Nutron, Cidinei Miotto.

E para suprir essa necessidade e se enquadrar nesse cenário, será indispensável que as empresas se preocupem com a nutrição de precisão, diminuindo as margens de segurança nas formulações. “Quando temos maiores margens de segurança, temos mais nutrientes disponíveis para os microrganismos que habitam o intestino e isto compromete a saúde das células intestinais”, acrescenta.

Dessa forma, as agroindústrias precisarão investir cada vez mais na avaliação da qualidade dos ingredientes das dietas, conhecer melhor seus fornecedores, ter laboratórios qualificados para fazer um acompanhamento imediato e também ter a capacidade de segregar os ingredientes, de acordo com suas características nutricionais.

Nesse ponto, ferramentas que consigam antecipar qualquer fato relevante que possa influenciar o potencial de produção dos frangos, e maximizar a probabilidade de tomadas de decisão cada vez mais assertivas. Nesta necessidade, a Cargill oferece uma solução integrada que melhora o desempenho operacional e traz maior consolidação da indústria.

A plataforma Nutron Poultry reúne experts em produção avícola, amplo portfólio de produtos, módulos completos em serviços e tecnologias digitais, aplicando verdadeiramente o conceito de Nutrição de Precisão e apoiando as diferentes etapas da produção animal, sempre com o objetivo de rentabilizar o negócio dos clientes.

O objetivo da tecnologia é auxilia as empresas produtoras de aves a enfrentarem os desafios de uma avicultura moderna e globalizada, oferecendo suporte para identificar as necessidades do negócio e encontrar soluções que entreguem os melhores resultados. “A plataforma integrada permite ter acesso a um portfólio completo de produtos e serviços, aliando atendimento técnico de alto nível nas diferentes etapas de produção”, explica Miotto.

Outro fator importante nessa discussão sobre o futuro da produção avícola é a adoção de antibióticos. Para Miotto a utilização desse tipo de promotores de crescimento diminuirá significativamente nos próximos anos, tanto na indústria destinada à exportação, quanto naquela destinada a produção para um mercado local. “Existe demanda crescente para aditivos alternativos. Neste sentido, a Cargill possui um amplo portfólio de soluções para atender esta nova realidade”.

Fonte: Cargill

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Morre Tébio Valença, primo de Alceu Valença, aos 87 anos em São Bento do Una Tébio foi o percurso da avicultura sãobentense, sendo o primeiro vendedor de ovos no Recife (PE)

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O avicultor Tébio César Valença, de 87 anos, morreu na manhã desta sexta-feira (05) em São Bento do Una, no Agreste de Pernambuco, após enfrentar um câncer na próstata.

Tébio foi o percurso da avicultura da cidade, sendo o primeiro vendedor de ovos de origem de São Bento comercializados na capital Recife (PE). Os primeiros ovos vinham da granja de seu irmão Délio Valença (in memoriam).

Entre vários irmãos tem Gildo (in memoriam), Alípio, Nalize, Júlio, Zezita, Osvaldo e Nilda, esposa do ex-prefeito Zé Mota. Tem como sobrinhos Aroldo, Marcos e Marcelo Valença do Asas da América e dos primos o mais famoso o cantor e compositor Alceu Valença.

O velório está aconteceu na casa de Aroldo e Eliane Mota, localizada no loteamento João Paulo Segundo, Rua 3, nº 418, em frente à 1ª Igreja Presbiteriana. O sepultamento está marcado para acontecer às 9h da manhã deste sábado no cemitério do município.

Confira Tébio e Alceu Valença cantando Olinda Cidade Eterna!

TV SBUNA

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