Connect with us
http://jardimdoagreste.com.br/wp-content/uploads/2018/07/728x140.png

AgroNegócios

Carne de bode e leite de cabra: Estados do Nordeste tentam atender à demanda internacional Todas as unidades federativas da região estão envolvidas no processo, tendo em vista a ampliação da produção, mas, atualmente, os principais produtores são PE, PB, BA, CE e PI.

Publicado há

em

Os estados do Nordeste estão em articulação para comercializar produtos agrícolas com mercados internacionais como Oriente Médio e China. Na região do histórico cultivo da cana-de-açúcar, a demanda por outros produtos está, cada vez mais, em ascendência. Uma demanda por carne de bode e leite de cabra, que surgiu durante uma missão do Consórcio Nordeste na Europa, em novembro de 2019, é exemplo disto. Trata-se, entretanto, de algo de uma dimensão maior do que qualquer estado poderia atender sozinho, por isso a junção de esforços entre eles. Todas as unidades federativas da região estão envolvidas no processo, tendo em vista a ampliação da produção, mas, atualmente, os principais produtores são Pernambuco, Paraíba, Bahia, Ceará e Piauí.

De acordo com o Secretário de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, Dilson Peixoto, neste encontro onde foi revelado o interesse pelo produto local, não houve a apresentação de uma demanda específica, de quantidade de toneladas necessárias. “Foi percebido, entretanto, que a demanda global seria maior do que nossa capacidade produtiva atual”, revela. De acordo com a Pesquisa Pecuária Municipal (PPM) 2017, do IBGE, o rebanho de caprinos no Brasil é de, aproximadamente, 9.592.079 cabeças, concentrando-se cerca de 93% deste rebanho no Nordeste, com 8.944.461 animais. Já o de ovinos é da ordem de 17.976.368 cabeças (64%, 11.544.939 animais, no Nordeste).

Os secretários de agricultura comprometeram-se, então, a voltar-se para a cadeia produtiva em seus Estados, dimensionar o rebanho e identificar as necessidades dos produtores para ampliar a produção, bem como a criação de uma infraestrutura de abate e comercialização. Uma das alternativas é incentivar e dar suporte ao cooperativismo e associativismos entre os produtores. Dentre as metas estão a constituição de uma central de compras de insumos e informação de mercados, experiências de tecnologia e gestão; análise da possibilidade de criação de uma linha de financiamento para inovação de tecnologia de produção; elaboração de estudo de marketing estratégico para identificar produtos, mercados e novas oportunidades; implantação de programa de capacitação gerencial local com vista à Certificação Halal de qualidade e de origem para os produtos, exigida pelos países consumidores do Oriente Médio. A próxima reunião do Fórum de Secretário será realizada de 13 a 15 de abril, em Sergipe, quando deverá ser elaborado um cronograma de trabalho para certificação e atendimento das exigências do mercado externo.

No caso da China, a maior solicitação refere-se ao leite de cabra. No Brasil, o maior produtor do produto é a Paraíba, segundo o Censo Agropecuário 2017. Com uma produção de 5,627 milhões de litros de leite por ano, o estado destaca-se à frente da Bahia, que ocupa a segunda posição, e Minas Gerais, que vem em terceiro lugar. Mesmo assim, a produção é insuficiente em relação à demanda, de acordo com o secretário de Agricultura Familiar e Desenvolvimento do Semiárido da Paraíba, Luiz Couto. “Temos 17% a mais de rebanho do que o segundo colocado neste ranking. É impossível, entretanto, atender sozinho à demanda internacional, que também é de carneiros e ovelhas de corte, ainda vivos, para que possam ser abatidos no destino. Nosso estoque destina-se principalmente ao próprio estado e ao atendimento a empresas que produzem o sistema completo (fabricação de derivados de leite)”, afirma.

Ele chama a atenção, ainda, para o fato de os dados referentes ao rebanho serem do ano de 2017, podendo não refletir corretamente a realidade atual. “Este quantitativo pode ser menor pois quando falta chuva no sertão, muitos animais morrem ou são eliminados para que as pessoas possam se alimentar”, destaca. Ele lembra que os governadores já estiveram na Alemanha, França e Itália e brevemente, em março, voltam a Europa para conversar com outros países a fim de estabelecer investimentos/recursos para aumentar o rebanho. “Os países que solicitam esta demanda pedem que ela tenha permanência. Não se tratará de um pedido único”, salienta.

QUADROS

Balança Comercial de Pernambuco (Fiepe) – Valores em dólares americanos

*Mais exportados: automóveis com motor de explosão (227.837.660), óleo combustível (190.481.877) e PET (173.909.799).

*Do setor de agropecuária, exportação de mangas frescas ou secas ocupa a quinta colocação (84.441.749) e uvas frescas, a sexta (66.046.024). Derivados de animais, de nenhum tipo, estão entre os 20 produtos mais exportados ou importados.

* Países de destino da exportação pernambucana (valores em dólares americanos):

Argentina – 299.674.307

Estados Unidos – 239.567.118

Países Baixos (Holanda) – 141.720.525 –

Cingapura – 83.517.211

México – 82.558.420

Rebanho Pernambuco:

Bovinos – 1.899.694 animais

Caprinos – 3.074.703 animais

Ovinos – 3.190.644 animais

Rebanho Paraíba (dados do IBGE – Censo de 2017):

Caprinos (cabeças): 545.994

Quantidade de caprinos vendidos: 191.006

Valor da venda de cabeças (total, em reais): 27.851.000,00

Quantidade de leite de cabra produzido por ano (litros): 5.627.000

Ovinos (cabeças): 506.190

Quantidade de ovinos vendidos nos estabelecimentos agropecuários: 89.882

Valor da venda de cabeças (total, em reais): 30.436.000,00

Diario de Pernambuco

Comments

comments

Click no comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

AgroNegócios

Garantia-Safra já contempla 17 mil agricultores em Pernambuco Ao todo, cada uma dessas famílias rurais está recebendo um auxílio financeiro de R$ 850, dividido em cinco parcelas de R$ 170.

Publicado há

em

A edição 2018-2019 do Garantia-Safra contemplou mais 3.220 agricultores pernambucanos em seis municípios do Agreste (Central e Meridional), totalizando um total de 17 mil trabalhadores já beneficiados nesta edição. Ao todo, cada uma dessas famílias rurais está recebendo um auxílio financeiro de R$ 850, dividido em cinco parcelas de R$ 170. Nos meses de janeiro e fevereiro, os benefícios já concedidos pelo programa em Pernambuco garantiram um aporte de R$ 8 milhões na economia dos municípios pernambucanos, considerando a edição atual e folhas residuais de edições anteriores.

Na edição 2018-2019 do Garantia-Safra estão inscritos 110.376 agricultores, distribuídos em 100 municípios, sendo 47 do Agreste e 53 do Sertão. Segundo a coordenação estadual do programa, 70 municípios ainda estão aguardando as conclusões da avaliação de perdas pelo Governo Federal, que ainda não foram finalizadas por atraso no envio dos dados do IBGE.

O secretário de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, Dilson Peixoto, explica que a coordenação estadual do Garantia-Safra está acompanhando cada passo do processo. “Estamos acompanhando de perto cada etapa do programa e, caso seja identificado algum problema, estaremos ao lado dos municípios ajudando a buscar uma solução”, destacou.

Para participar do Garantia-Safra, é preciso ser agricultor familiar, ter renda familiar de até um salário mínimo e meio e plantar de 0,6 a 5 hectares de feijão, milho, arroz, mandioca ou algodão. O fundo do Garantia-Safra é composto pela contribuição paga pelos agricultores (R$ 17), município (R$ 51 por agricultor inscrito), Estado (R$ 102 por agricultor) e União (R$ 340 por agricultor).

Comments

comments

Continue Lendo

AgroNegócios

Deputado comemora instalação de frigorífico da Masterboi em Canhotinho O empreendimento vai revolucionar a economia da região, pois deve gerar 800 empregos diretos e cerca de 3,5 mil indiretos, além de estimular a cadeia de negócios e serviços ligados ao segmento.

Publicado há

em

O deputado Álvaro Porto (PTB) comemorou, na Reunião Plenária desta quarta (5), a decisão da empresa Masterboi de instalar um frigorífico industrial em Canhotinho, no Agreste Meridional. De acordo com ele, o empreendimento vai revolucionar a economia da região, pois deve gerar 800 empregos diretos e cerca de 3,5 mil indiretos, além de estimular a cadeia de negócios e serviços ligados ao segmento.

Essa será a primeira unidade industrial da Masterboi no Nordeste – os dois frigoríficos existentes atualmente estão no Pará e em Tocantins – e, segundo o parlamentar, receberá um investimento de R$ 120 milhões. Inicialmente, o local terá capacidade para o abate de 500 bois por dia, mas pode chegar ao dobro disso.

Álvaro Porto explicou que o mandato dele auxiliou nas articulações para viabilizar o projeto, que teve apoio, ainda, da Prefeitura de Canhotinho e do Governo do Estado, para assegurar a infraestrutura necessária. O parlamentar agradeceu, ainda, à Associação Pernambucana de Supermercados (Apes) e ao conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Carlos Porto.

No pronunciamento, o deputado do PTB elogiou a capacidade de liderança, diálogo e tomada de decisão do presidente da Masterboi, Nelson Bezerra. “A decisão da Masterboi é motivo de honra e satisfação. Essa iniciativa vai, sem sombra de dúvidas, redesenhar geografia econômica e social da nossa região, inaugurando o tempo de prosperidade, dignidade e desenvolvimento com que tanto sonha e merece o Agreste Meridional”, avaliou.

De acordo com ele, os pecuaristas da região já se preparam para aumentar os rebanhos e investir no melhoramento genético dos animais. Ele citou pontos comerciais, postos de combustíveis, hotéis e restaurantes como setores que serão beneficiados pela dinamização da economia. “Toda a cadeia de consumo, negócios e serviços, de um modo geral, será aquecida. E não só de Canhotinho, mas das cidades vizinhas, incluindo toda a área que faz divisa com Alagoas”, prosseguiu.

Em aparte, o deputado Joaquim Lira(PSD) destacou a importância de se promover o desenvolvimento econômico do Interior do Estado. “Com certeza, a região do Agreste Meridional vai ser muito mais produtiva e próspera com a instalação do empreendimento da Masterboi”, observou. “Pernambuco hoje, praticamente, só consome carne de fora do Estado. Esse frigorífico vai desenvolver renda e emprego para toda a nossa população”, agregou Antonio Fernando (PSC).

O deputado Romário Dias (PSD) expressou a expectativa de que a produção de gado leiteiro seja progressivamente substituída pela de gado de corte na região. “Se fizer o abate suíno, será coisa importantíssima também”, avaliou.

Líder do Governo na Alepe, Isaltino Nascimento (PSB) elogiou a atuação do grupo político de Álvaro Porto na condução do processo em Canhotinho. Ele frisou que o anúncio da Masterboi se soma ao da Yazaki Mercosul, fabricante de peças automotivas, de que irá construir uma nova fábrica na cidade de Bonito, no Agreste Central. “Apesar do momento econômico difícil, o Governo do Estado tem se preocupado em ampliar as distâncias de suas ações para além da Região Metropolitana”, emendou.

Comments

comments

Continue Lendo

AgroNegócios

Com 103 feiras, Pernambuco tem a maior rede de comercialização de produtos orgânicos do Nordeste Metas para 2020 é contribuir para a formação de uma OPAC, que permitirá ao produtor certificado a utilização do selo de produtos orgânicos, através do SPG, e sua comercialização por terceiros.

Publicado há

em

Pernambuco já conta hoje com 103 feiras orgânicas cadastradas em todo o estado, segundo levantamento realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), o que representa a maior rede de espaços orgânicos do Norte e Nordeste e a segunda maior do País. Desde a criação do Programa Circuito Pernambuco Orgânico, em 2019, o número de feiras orgânicas ou agroecológicas no estado cresceu 24%, saindo de um total de 83 feiras, no início do cadastramento, para 103 feiras no final do ano passado.

De acordo com o secretário Dilson Peixoto, ao contrário do Governo Federal que vem liberando de forma acelerada novas fórmulas de agrotóxicos, o Governo de Pernambuco vem atuando para ampliar a rede de feiras orgânicas em todo o estado e trabalhando para formalizar mais agricultores e agricultoras como produtores orgânicas.

“Enquanto em Brasília o Ministério da Agricultura liberou a utilização de 439 agrotóxicos apenas em 2019, em Pernambuco a prioridade é oferecer alimentos saudáveis e livres de produtos químicos para a população. Estamos trabalhando para fortalecer a produção orgânica, tanto ampliando os espaços de comercialização como incentivado os agricultores a se formalizarem como produtores orgânicos. Muitos produtores rurais já adotam práticas orgânicas, mas não têm conhecimento desse diferencial e terminam comercializando seus produtos como produtos convencionais”, destaca Dilson Peixoto.

Hoje, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o número de produtores orgânicos cadastrados em Pernambuco também cresceu, saltando de 849 para 1.044 ao longo de 2019. “Isso reflete o crescimento também da quantidade de OCSs (Organizações de Controle Social) em Pernambuco. Hoje temos 52 OCSs em Pernambuco, seis a mais que no início dos trabalhos do Circuito Pernambuco Orgânico”, detalha o gerente de Processos Agroecológicos da SDA, Maílson Pedro Rodrigues, acrescentando que é a vinculação a uma OCS que permite aos agricultores e agricultoras serem reconhecidos como produtores orgânicos.

Para o secretário Dilson Peixoto, um dos desafios do programa hoje é ampliar o número de espaços no interior do estado, já que hoje um terço desses espaços está concentrado na capital. “Quando interiorizamos as feiras estamos incentivando os chamados circuitos curtos, aproximando o produtor do consumidor. Isso representa menos custos para quem produz, que passa a gastar menos com combustível e transporte, por exemplo,  e para quem consome o acesso a um alimento saudável muitas vezes mais barato do que encontramos nos supermercados”, explica.

Entre as ações realizadas em 2019, Mailson Rodrigues destaca, além do levantamento e cadastramento das feiras, a realização de 128 visitas técnicas; o apoio direto a implantação de 11 novas feiras; a implantação da sinalização de trânsito dos espaços orgânicos na Região Metropolitana; a distribuição de equipamentos para as feiras. “Uma de nossas metas para 2020 é contribuir para a formação de uma Organização Participativa de Avaliação da Conformidade (Opac), que permitirá ao produtor certificado a utilização do selo de produtos orgânicos, através do Sistema Participativo de Garantia (SPG), e sua comercialização por terceiros”, adianta.

Comments

comments

Continue Lendo

Blog Associado

Blog Associado

ASSISTA AO VIVO O PROGRAMA:

Apresentação: Jota Lima

Blogs e Sites Parceiros

Blogs e Sites Parceiros

Blogs e Sites Parceiros

PARCEIROS

PARCEIROS

propagandagif-1024×765

propagandagif-1024×765

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Arquivos

Categorias

Leia Também

Copyright © 2019 Jrardim do Agreste